5 métricas matadoras para jornalistas que trabalham ou querem trabalhar com digital

Em tempos de informação instantânea e cliques ferozes, é o leitor quem dá as cartas. Aos profissionais de comunicação, resta ficar de olho em métricas e relatórios para potencializar os resultados

Jornalistas e publicitários que se formaram nos últimos 5 anos já entraram no mercado encarando uma nova realidade: a internet dominou o setor de comunicação. Embora meios tradicionais, como TV, jornais e revistas ainda tenham força, é no mundo on-line (e na integração com as “velhas” mídias) que está o futuro. A geração saindo das faculdades agora já sabe disso, mas quem já estava aqui há mais tempo precisou se adaptar.

Ao olhar quadros de agências digitais, é comum encontrar muitos profissionais que saíram de redações. O maior desafio para esse pessoal costumava ser achar a pauta certa. Hoje em dia, o desafio é moldar o conteúdo de forma que o público-alvo seja não apenas atingido, mas se sinta motivado a compartilhar. A boa notícia é que existem recursos que podem ajudar na hora de produzir esse conteúdo.

Analisando as métricas certas, é possível selecionar os temas de maior sucesso, direcionar linhas editoriais e produzir textos mais fluidos e estratégicos, capturando melhor a atenção do leitor. Abaixo, listamos 5 métricas essenciais para jornalistas que estão começando no digital:

1. Número de acessos

Quando se fala em números de acesso, estamos falando nos dados fornecidos pelo Google Analytics. Saber quantas pessoas estão chegando até sua notícia ou seu site é o passo mais básico para avaliar se seu conteúdo está sendo realmente relevante e alinhar sua estratégia. Com essa métrica simples, é possível acompanhar a evolução do seu site de forma mais abrangente e identificar o comportamento dos seus leitores. Mas isso é apenas o começo.

2. Tempo de permanência no site

Mais importante que número de acessos na hora de avaliar o sucesso de um conteúdo, é saber quantas pessoas de fato leram aquele material até o fim. “Se você desenvolveu um texto de 6 ou 7 parágrafos que foi acessado por 10 mil pessoas, mas que o tempo médio de permanência não passou dos 20 segundos, tem alguma coisa errada. Talvez seu título esteja dando a ideia errada ou seu primeiro parágrafo não foi convidativo o suficiente, o fato é que algo precisa ser mudado”, explica Atalija Lima, editora do #BlogA2ad.

Essa é uma das maiores vantagens da internet sobre veículos tradicionais da mídia: por mais que se soubesse quantos exemplares de uma determinada publicação haviam sido vendidos, era praticamente impossível saber quais matérias tinham sido as mais lidas. Na web, todas essas informações estão nas mãos de quem produz conteúdo. Todos os lados ganham: quem escreve consegue ter mais audiência e quem lê recebe conteúdo relevante para o seu interesse.

3. Origem de tráfego por meio de palavras-chave

Leitores não acessam mais as capas dos jornais, eles vão direto para a notícia. Como? Site de pesquisa: Google! Eles sabem exatamente o que estão procurando e o que querem receber. Conferindo quais são as palavras buscadas que mais levam audiência ao seu site, você irá descobrir uma nova fonte de pautas orgânicas, ou seja, sugeridas pelo próprio público. A partir daí, é só unir o interesse externo com o seu editorial e produzir exatamente o que interessa sua audiência.

4. Análise de sentimento e buzz

Uma parte importante da rotina de quem produz conteúdo para a web é “acompanhar o momento” monitorando as redes sociais e ser, portanto, relevante para a audiência.

 - Monitorando o tema que pretende escrever: publicações em redes sociais podem ser mais rápidas que veículos de comunicação. Acompanhando um determinado tema você descobre rapidamente se o tópico está produzindo uma repercussão positiva ou negativa, além de identificar personagens relacionados e, ao passo de um clique, conseguir uma matéria exclusiva.

 - Monitorando seu cliente: descobre o que o público tem falado e identifica se o tom é positivo ou negativo. “Quando se lida com um cliente do porte da Secretaria da Educação de São Paulo, por exemplo, é preciso estar de olho, o tempo inteiro, no chamado ‘termômetro social’. Avaliar quais assuntos estão sendo mais questionados ou se existe alguma demanda em alta na comunidade que nos acompanha digitalmente é fundamental para ditar nossas próximas pautas e como (ou se) iremos abordar determinados tópicos”, explica Diego Olavarria, editor do Portal da Educação SP. “Quando pautas geram uma boa repercussão e, após avaliadas pela equipe de monitoramento, ganham avaliação de sentimento predominantemente positiva, aquele tema deve voltar a ser destaque em breve para aproveitar essa onda positiva”, concluiu.

5. Tráfego social

O jeito como se escreve e se divulga um certo conteúdo nas mídias sociais é determinante para o seu sucesso, por isso é tão importante sempre ficar de olho no que os dados do Facebook Insights e analytics do Twitter estão dizendo. Esse é um hábito que deve fazer parte da rotina diária de quem produz conteúdo e usa as redes sociais como principal ferramenta de divulgação.

Olhemos, por exemplo, para a principal métrica do Twitter. O número de RTs não pode ser o único resultado a se analisar. Um conteúdo pode ter tido apenas 2 RTs, mas rendido 700 cliques no link divulgado. No entanto, só é possível enxergar esse dado quando existe um acompanhamento diário e analítico de tudo o que é publicado.

O tamanho da base de fãs e seguidores, horário de publicação, texto das chamadas e análise do seu público também sao variáveis que fazem toda a diferença para continuar produzindo conteúdo que gere resultados.

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por A2ad